De que forma a felicidade no trabalho impacta na gestão das organizações?

Cada vez mais, o setor de Recursos Humanos (RH) e toda a gestão de uma empresa estão se preocupando com o bem-estar e a felicidade dos seus funcionários. E isso não é uma mera empatia ou preocupação amigável. A infelicidade e insatisfação dos colaboradores podem, sim, influenciar no sucesso dos negócios e na evolução de uma empresa.

Isso porque diversos estudos sobre gestão de pessoas e de empresas mostram que funcionários felizes trabalham melhor, são mais saudáveis, produtivos, resilientes e dedicados à empresa. Na maioria dos casos, doam-se mais e procuram vestir a camisa para que a empresa alcance seus objetivos.

Segundo pesquisa publicada no Journal Of Applied Psychology, os colaboradores satisfeitos e felizes no ambiente de trabalho são mais propensos a ajudar os outros, são mais cooperativos e felizes com o resultado de suas atividades. Além desse dado, outro também aponta a importância desse estado de espírito para os colaboradores: 88% deles acreditam ser imprescindível ter felicidade no trabalho aliado a uma atmosfera positiva na vida pessoal.

É importante ressaltar que a felicidade no ambiente de trabalho nem sempre tem o mesmo significado para todos os colaboradores. Atualmente, a maioria das empresas emprega pessoas de diferentes faixas etárias, o que demanda iniciativas e posicionamentos diferentes para proporcionar esse bem-estar. A análise pessoal de cada funcionário é a forma ideal para isso.

Como proporcionar felicidade no trabalho?

Apesar de as empresas já terem noções de que um local feliz, com pessoas felizes, gera mais resultados, tratar sobre esse assunto em um ambiente que muitas vezes parece hostil e estressante, ainda é um tabu. Muitas empresas se perguntam, como vou deixar meus funcionários felizes? Aumentando salário? Proporcionando outros benefícios financeiros?

Muitas se esquecem de que o dinheiro não é a única e a principal forma de reconhecer um talento ou aquele funcionário que se dedica pela empresa. Para garantir essa satisfação geral, é preciso aprimorar a cultura organizacional, ter um clima positivo no ambiente e oferecer salários e benefícios atrativos.

Em primeiro lugar, o funcionário precisa sentir-se conectado de alguma maneira com os objetivos e propósitos da empresa. É bastante comum que um profissional seja contratado e sequer tenha contato com o conjunto básico de missão, visão e valores da empresa. Dessa forma, o início já está errado, impedindo uma identificação imediata para nortear as ações do funcionário e gerar empatia.

Outro aspecto da cultura organizacional da empresa que faz toda a diferença para a satisfação dos colaboradores é ter características que acompanhem a modernidade do mercado de trabalho, como ferramentas intuitivas e um bom suporte para as tarefas, além da possibilidade de trabalhar de casa (home office).

Outro ponto importante, que cabe aos gerentes e líderes, é o feedback. Ele é essencial para que o funcionário tenha um retorno sobre o seu desempenho e tenha conhecimento sobre o que a empresa espera dele. Nesse feedback, elogios devem ser priorizados e as críticas expostas como direcionamentos. Também é necessário mostrar ao colaborador como ele é importante para o funcionamento e crescimento da empresa.

O reconhecimento também é necessário, seja por um bom desempenho ou por outros motivos positivos. Aumento de salário, ascensão de cargo, presentes, reconhecimento público entre outras opções podem ser colocadas em prática para isso. Afinal, esforço sem reconhecimento ninguém quer!

Uma resposta para “De que forma a felicidade no trabalho impacta na gestão das organizações?”

  1. Ter felicidade onde se trabalha é uma questao de companheirismo e afinidade dos colegas de empresa, assim como ter uma boa liderança que faça com que o ambiente fique ameno e confortavel para todos.

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